Depois de muito tempo sem sair, sem me divertir, sem ver gente, sem viver por causa de alguém que nunca mereceu uma lágrima, resolvi sair. Sair para qualquer lugar, com quem quer que fosse. Estava determinada, no primeiro convite pra sair eu irei. Era um fim de semana, para ser precisa, era um domingo. Um belo domingo, daqueles convidativos, cheio de alegria.
Aquele domingo era um diferente. A familia havia se reunido, e eu, depois de tempos evitando situações assim me arrisquei a ir. Aproveitei minha determinação de dá a volta por cima, e todo convite de ir pra qualquer lugar mesmo que fosse o lugar que mais eu estivesse evitando, se tivessem me convidado eu teria ido. Em fim .. Houve aquele reencontro, voltei a ter contato com minha prima que a muito tempo eu não falava, por falta e tempo, por nem eu e nem ela sermos mais como antes, por ter tempo de mais, por simplesmente não querer .. por que o destino quis e foi.
O dia foi cheio, o sol estava magnifico. O dia esta perfeito pra tudo. Até as conversas se deram bem, como a muito tempo não acontecia. Resumido, eu e minha prima resolvemos em fim sair. Fomos nos divertir como a tempo não acontecia. Muitas coisas haviamos deixado pra tras.
Uma festa, num belo domingo, muitas pessoas, dançamos até não agruentarmos. E no meio de tudo isso conhecemos pessoas diferentes, mais precisamente caras. Achamos que fossem como os que conhecemos nos nossos velhos tempos. Mas eles vinheram, chegaram e ficaram. Sem precisar pedir ou fazer algo para a amizade florecer no grupo.
E no meio deles, ele se destacou pra mim. De uma forma diferente, mas ele não poderia ser meu, ele era de outra. Me contentei com a amaizade, com ficar com olhando, admirando e vendo coisas que me fizeram me encantar mais, e a cada vez que eu o via mais eu o queria para mim, não por ele não ser meu. Mas por me sentir bem só por está ao lado, como não me sentia a muuuuuito tempo, nossa quanto tempo. E só em alguns minutos naquele belo domingo, eu fui feliz e sim, ele foi a causa.
Sei que vaõ dizer que é loucura. Que como eu posso ser feliz ao lado de alguem que mal conheço e que talvez eu veja só aquela vez e nada mais. Mas não se explica algo assim, não tem como explicar. Simplesmente foi assim.
E ainda bem que não foi a ultima vez que eu o vi. Ainda bem que ele não ficou muito tempo com ela depois que eu o conheci. Ainda bem que hoje eu possa ter a esperança de nós darmos certo. Por mais que digam que eu estou me iludindo, eu discordo. Já me iludi tantas vezes, que não tem como não saber quando estou iludida. Dessa vez é diferente, muito diferente mesmo.
E há quem diga que não é real. Sem ser ignorante, mas acho que se é real ou não isso depende de mim, de nós. Sei que não é uma relação concreta, com estabilidade e tudo mais. Mas será que alguém se perguntou se do jeito que tá está bom para mim? Se essa situação me faz bem? Não, ninguem quer saber disso, todos só querem julgar e manipular. Só lamento a decepção, mas isso não vai acontecer.
Não quando eu não me sinto dependente de querer loucamente, a qualquer custo, alguém. Eu o quero sim, mas não pela vontade de querer ter, mas por gostar de está perto, compartilhar, conviver. Por simplesmente poder ver, de longe ou de perto. Isso não importa.
Qual o problema ele ser como ele é? Ou o que ele faz, ou deixa de fazer? Se eu não me incomodo, porque tantas pessoas se importam? É dificil assim ver alguém pela primeira vez na vida lutar por algo que ela considere importante, valioso e que ache mesmo que vale apena? Eu acho que vale apena, se no fim não ficarmos juntos ao mesmo vou ter a consciência de que eu lutei pela felicidade e que enquanto eu estive em batalha eu fui feliz. Muito feliz mesmo.
E apesar dos desencontros, tudo em mim diz que vai dá certo. Geralmente, quando estou iludida tenho uma obseção por ter, mas não por gostar, não por sentir qualquer coisa sem ser o desejo de posse. E por isso sofri, por querer sempre ter o que nunca seria meu. Mas dessa vez eu não tenho o desejo de posse, tenho o desejo de querer tá perto para ver ele me olhar, sorrir e me fazer sorrir sem muito esforço.
Tenho desejo de querer amá-lo e me sentir amada, como ele faz quando estamos juntos. Tenho o desejo de sentir os braços dele me envolvendo e me colocando frente a frente para que ele me beije, com ternura, carinho. Um desejo de me entragar a ele sempre, estando longe ou perto independete de qualquer coisa, do agora ou depois.
Um desejo, uma vontade que me domina. Que me faz ter paciencia, que me faz esperar pela hora dele. Nunca vou preciona-lo, não quero ele comigo a qualquer custo. O quero por vontade própria, como sempre acontece quando enfim ficamos juntos.
E quando estamos juntos, tudo para. Não há tempo, não há nada em volta. Somos só eu e ele. E ai acontece a magia, o envolvimento, a entrega. E não há nada tão bom, e nem melhor. Então, tenho a certeza de que vale sempre apena esperar mais um pouco. Porque assim como ele parece ter receio de deixar rolar como deveria, eu também tenho.
Somos cautelosos. Mas nada vai impedir que aconteça. Porque as coisas sempre são como tem de ser. E nós já somos assim, tudo tendo tempo e momento. E eu vou lutando, sem pressão, sem exigir. Ganharei apenas por merito.
Para finalizar, eu acho que ja posso admitir - porque tá na cara que todo mundo ja percebeu. Eu o amo, e dessa vez parece que o amor é daqueles de verdade.



